Concessões de crédito sobem 1,4% em outubro; estoque vai a R$ 6,914 trilhões

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,9% em outubro, para R$ 6,914 trilhões, conforme divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 10,2%. O saldo total do crédito livre subiu 0,7% em outubro, chegando a R$ 3,963 trilhões, com crescimento de 8,8% em 12 meses.…

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O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,9% em outubro, para R$ 6,914 trilhões, conforme divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 10,2%.

O saldo total do crédito livre subiu 0,7% em outubro, chegando a R$ 3,963 trilhões, com crescimento de 8,8% em 12 meses. Já o crédito direcionado avançou 1,1%, para R$ 2,951 trilhões, uma alta de 12,2% em 12 meses.

O saldo total de crédito para as famílias aumentou 1,3% no mês, chegando a R$ 4,316 trilhões e uma elevação de 11,3% em 12 meses. Para as empresas, houve alta de 0,3% no mês e 8,4% em 12 meses para R$ 2,598 trilhões.

As projeções mais recentes do BC para o crescimento nominal do estoque de crédito em 2025 são: 8,8% para o total; 8,4% para o livre; 8,8% para o direcionado; 9,4% para pessoas físicas; 8% para pessoas jurídicas.

O estoque total de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiu 1,1% em outubro na comparação com setembro, somando R$ 1,281 trilhão. Em 12 meses, a alta foi de 11,6%. Já as concessões, na mesma categoria, subiram 6,9%, para R$ 21,125 bilhões no mês, acumulando queda de 1,3% em 12 meses. A taxa anual de juros, por sua vez, subiu de 10,3% para 10,4% ao ano entre setembro e outubro.

O saldo de operações para a compra de veículos por pessoas físicas teve alta de 1,4% em outubro, para R$ 385,228 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 13,2%. As concessões subiram 6,1% no mês, para R$ 21,745 bilhões. A taxa de juros média subiu de 27,3% em 27,4% ao ano entre setembro e outubro.

Concessões

O volume de novos empréstimos e financiamentos subiu 1,4% em outubro, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. A comparação é com o mês anterior.

O volume passou de R$ 652,3 bilhões em setembro para R$ 661,2 bilhões em outubro deste ano.

Para as pessoas físicas, houve alta de 2,1 % na mesma base de comparação, passando para R$ 368 bilhões, enquanto para as pessoas jurídicas foi registrada queda de 0,8%, para R$ 289,7 bilhões.

No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal avançaram 1,5% para R$ 592,6 bilhões em outubro. No crédito direcionado, caíram 4,2%, para R$ 65,8 bilhões.

As concessões totais, sem a dessazonalização, caíram 1,1% no mês e somaram R$ 690,8 bilhões. Para clientes corporativos, os novos empréstimos caíram 6,8% contra o mês anterior, totalizando R$ 298,3 bilhões.

Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 392,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, alta de 3,8% em relação a setembro.

As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, recuaram 0,1% para R$ 609,4 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, recuaram 7,8%, para R$ 81,3 bilhões.

Crédito ampliado

O crédito ampliado ao setor não financeiro avançou 1,3% em outubro, na comparação com setembro, alcançando R$ 20,065 trilhões. Em 12 meses, o avanço é de 11,9%.

Essa é considerada pela autoridade monetária a medida mais abrangente do crédito, já que inclui não apenas empréstimos e financiamentos, mas também o mercado de capitais e empréstimos externos.

Fonte: Valor Econômico

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