Pouco a pouco, o mercado de Fiagros de crédito volta a se abrir. Depois de a Valora captar mais de R$ 600 milhões no mês passado, a Vinci vem acessar o mercado de capitais em busca de R$ 200 milhões para um novo fundo, o Vinci MAV IV.
É a primeira vez que a vertical de agronegócio — que ganhou tração a partir da compra da MAV em 2024 — vai tentar acessar o bolso do público geral.
Os recursos captados serão alocados em um fundo feeder, que por sua vez vai comprar cotas seniores do fundo master, numa estrutura que visa mitigar o risco para um investidor ainda avesso ao vaivém do agronegócio. A remuneração-alvo da cota sênior para o investidor em geral é de 15% ao ano, isenta de IR.
O fundo terá uma subordinação de 20% (ou R$ 50 milhões), montante investido principalmente por institucionais, a uma rentabilidade-alvo de CDI +5%. Uma parte menor dos recursos vem da própria gestora, sendo ela também a primeira a absorver eventuais perdas.
Não é a primeira vez que a gestora monta uma estrutura desse tipo dentro do agro. Na captação anterior, concluída no meio do ano passado, a Vinci levantou R$ 219 milhões num FIDC também dividido em cotas sênior e mezanino (mas restrito a investidores institucionais e private).
Hoje, a gestora tem R$ 1,2 bilhão captado para investir em agronegócio, montante alocado principalmente em usinas e grandes produtores rurais (acima de 20 mil hectares).
Neste fundo, o perfil dos investimentos tem tudo para se manter, com o dinheiro sendo alocado tanto em crédito de risco corporativo quanto em risco pulverizado (incluindo a compra de cotas de outros fiagros). O fundo terá um prazo de cinco anos, prorrogáveis por mais um ano a critério da gestora.
Fonte: The Agri Biz
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