
Durante décadas, o financiamento da economia real esteve concentrado nas instituições financeiras tradicionais e quem ficava de fora do relacionamento bancário ficava de fora do crédito. O movimento atual não é apenas de expansão, é de ruptura silenciosa nessa lógica.
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os FIDCs, se tornaram os principais viabilizadores dessa mudança. Em 2025, segundo a ANBIMA, essas operações representaram 42% das emissões de renda fixa em número de negócios e captaram R$ 90,8 bilhões, um dos maiores volumes da série histórica.
Mais revelador do que o tamanho é o comportamento do risco nesse ciclo. Um estudo da Austin Rating que analisou 103 fundos com diferentes perfis de ativos mostrou que a expansão ocorreu sem deterioração relevante: os atrasos acima de 15 dias oscilaram entre 7,5% e 9% do patrimônio líquido, enquanto a inadimplência acima de 90 dias, o indicador que de fato sinaliza perda permanente, permaneceu entre 3,5% e 5% ao longo de todo o ano.
Fonte: Época Negócios
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