Fintechs brasileiras captaram US$ 2,77 bilhões em 2025, com menos rodadas e cheques maiores focados em FIDCs

  Embora o Sudeste ainda lidere com folga, o Nordeste foi o principal destaque regional do levantamento. Mesmo com apenas quatro rodadas em 2025, a região captou cerca de US$ 265 milhões e registrou a maior mediana de investimentos do país, de US$ 50,5 milhões por operação. O resultado foi impulsionado por duas rodadas da…

 

Embora o Sudeste ainda lidere com folga, o Nordeste foi o principal destaque regional do levantamento. Mesmo com apenas quatro rodadas em 2025, a região captou cerca de US$ 265 milhões e registrou a maior mediana de investimentos do país, de US$ 50,5 milhões por operação. O resultado foi impulsionado por duas rodadas da iCred, fintech de Sergipe, ambas via FIDC: uma de US$ 215 milhões e outra de US$ 50,5 milhões.

“O ecossistema de fintechs segue entre os mais dinâmicos do ambiente de inovação brasileiro, mas os dados mostram uma mudança de perfil. O mercado está mais seletivo, concentrado e priorizando operações capazes de gerar escala sustentável”, afirma João Ventura, fundador e CEO da Sling Hub.

O Sudeste segue como principal foco do setor. A região concentrou 88,2% do volume investido em fintechs no país, equivalente a US$ 2,44 bilhões, e 85,9% das rodadas realizadas em 2025. Ao todo, abriga 1.498 fintechs ativas.

As maiores operações do ano também vieram do Sudeste. A CloudWalk liderou o ranking com duas captações estruturadas via FIDC, de US$ 788 milhões e US$ 549 milhões. Somadas, as duas operações ultrapassaram US$ 1,3 bilhão. Entre as cinco maiores rodadas da região, quatro foram feitas por meio de FIDCs, o que reforça o avanço desse instrumento como alternativa ao equity tradicional.

“O avanço dos FIDCs representa um marco importante dessa transformação. O setor começa a adotar estruturas financeiras mais sofisticadas e sustentáveis, reduzindo a dependência exclusiva do equity tradicional”, afirma Thiago Iglesias, gerente de inovação da Evertec e head do Torq.

Embora o Sudeste ainda lidere com folga, o Nordeste foi o principal destaque regional do levantamento. Mesmo com apenas quatro rodadas em 2025, a região captou cerca de US$ 265 milhões e registrou a maior mediana de investimentos do país, de US$ 50,5 milhões por operação. O resultado foi impulsionado por duas rodadas da iCred, fintech de Sergipe, ambas via FIDC: uma de US$ 215 milhões e outra de US$ 50,5 milhões.

Já o Sul registrou US$ 55,7 milhões distribuídos em dez rodadas, enquanto o Centro-Oeste teve uma única operação, de US$ 5,46 milhões. A região Norte não registrou investimentos no período analisado.

Entre os investidores mais ativos em fintechs brasileiras em 2025, Bossa Invest e Itaú aparecem empatados na liderança, com nove rodadas cada. Na sequência vêm Norte Ventures, com sete, Valor Capital Group e Endeavor, com seis cada.

Fonte: Época Negócios

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