Juros futuros oscilam em torno dos ajustes após melhora local

Os juros futuros operam em torno dos ajustes no começo da tarde desta sexta-feira, seguindo parcialmente a melhora de outros mercados domésticos em meio a relatos de fluxo estrangeiro nos ativos brasileiros. Sem direcionadores relevantes para guiar as taxas, o mercado de renda fixa apresenta uma liquidez reduzida neste pregão e se guia pelo comportamento…

Juros futuros oscilam em torno dos ajustes após melhora local — Foto: Pixabay

Os juros futuros operam em torno dos ajustes no começo da tarde desta sexta-feira, seguindo parcialmente a melhora de outros mercados domésticos em meio a relatos de fluxo estrangeiro nos ativos brasileiros. Sem direcionadores relevantes para guiar as taxas, o mercado de renda fixa apresenta uma liquidez reduzida neste pregão e se guia pelo comportamento geral dos ativos.

Por volta de 13h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 tinha leve queda de 13,645%, do ajuste anterior, para 13,635%; a do DI de janeiro de 2029 subia de 12,815% a 12,835%; e a do DI de janeiro de 2031 oscilava de 13,165% para 13,17%.

Há relatos entre investidores de que uma rotação de investimentos para fora dos Estados Unidos em direção a outras geografias está influenciando o comportamento dos ativos domésticos nesta sessão, ainda que não haja um gatilho claro para o movimento.

Nos Estados Unidos, os mercados exibem uma tendência negativa, com as bolsas de Nova York anotando queda firme no começo da sessão, embora o movimento perdido força neste início de tarde, e as taxas dos Treasuries de longuíssimo prazo em alta — sinal de aumento na percepção de risco local. No horário mencionado, a taxa do T-bond de 30 anos subia de 4,701% a 4,735%.

O cenário externo toma ainda mais o foco dos investidores domésticos em um dia sem direcionadores locais e em meio à dúvida do mercado acerca do próximo passo da política monetária do Federal Reserve (Fed). Conforme mostram os dados compilados pelo CME Group, os agentes precificam chances praticamente iguais de 50% para um novo corte de 0,25 ponto percentual dos Fed funds ou a manutenção da taxa no intervalo de 3,75% a 4% em dezembro.

Hoje, o presidente da distrital de Kansas City do BC americano, Jeffrey Schmid, reiterou a sua postura conservadora e deu a entender que votará por manter os juros básicos no patamar atual no mês que vem. “Considero que a atual postura da política monetária é apenas moderadamente restritiva, que é aproximadamente onde acredito que ela deveria estar”, afirmou.

Para a economista Shruti Mishra, do Bank of America, a decisão do Fed em dezembro dependerá da disponibilidade de dados após o fim do “shutdown” do governo americano. “Se eles ainda estiverem operando em uma névoa de dados na reunião de dezembro (o que provavelmente acontecerá), eles podem hesitar em cortar novamente (em linha com nossa visão e com o que o presidente [Jerome] Powell indicou em setembro). No entanto, se eles acabarem tendo os dados, o foco será mais no mercado de trabalho do que na inflação”, diz ela, que vê um corte como certo caso a taxa de desemprego suba a 4,5% “muito rapidamente”.

Fonte: Valor econômico

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