Juros futuros caem de olho em atividade e cenário eleitoral em sessão de pouca liquidez

Recuo de 0,25% do IBC-Br de outubro contraria expectativa por leve alta e alimenta visão de desaceleração antes do início do ciclo de cortes da taxa Selic Os juros futuros demonstram uma dinâmica construtiva na sessão desta segunda-feira, com as taxas em queda em toda a estrutura a termo da curva em meio a novos…

Recuo de 0,25% do IBC-Br de outubro contraria expectativa por leve alta e alimenta visão de desaceleração antes do início do ciclo de cortes da taxa Selic

Juros futuros caem de olho em atividade e cenário eleitoral em sessão de pouca liquidez — Foto: Pixabay

Os juros futuros demonstram uma dinâmica construtiva na sessão desta segunda-feira, com as taxas em queda em toda a estrutura a termo da curva em meio a novos sinais de arrefecimento da atividade econômica e com os investidores mais otimistas em relação ao cenário eleitoral, novamente comprimindo o prêmio de risco formado depois do anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Vale ressaltar que a sessão de hoje apresenta pouca liquidez enquanto os investidores esperam importantes eventos ao longo da semana, com especial atenção à ata do Copom, que sai amanhã, e o Relatório de Política Monetária (RPM), na quinta-feira.

Por volta de 13h15, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 caía de 13,64%, do ajuste anterior, para 13,62%; a do DI de janeiro de 2029 cedia de 13,01% a 12,935%; e a do DI de janeiro de 2031 recuava de 13,295% para 13,215%.

O bom humor dos investidores na última sexta-feira se estende para o pregão de hoje, com um alívio no prêmio de risco que coloca as taxas de longo prazo em patamares ao redor de 20 pontos-base (ou 0,2 ponto percentual) abaixo do fechamento da sexta-feira da semana retrasada, quando Flávio se declarou pré-candidato à Presidência.

Nesse sentido, a vitória de José Antonio Kast na disputa presidencial do Chile no fim de semana alimenta a esperança do mercado em torno de uma onda da direita na América Latina, conforme destaca José Faria Júnior, sócio da Wagner Investimentos, em relatório matinal. “Nitidamente se observa uma mudança no espectro político na região. Ano que vem têm eleições na Colômbia e Brasil. No país vizinho, a direita é favorita. Por aqui, há esperança na mudança.”

Já em relação ao quadro macroeconômico, o IBC-Br de outubro anotou queda de 0,25% ante setembro, número que contrariou a expectativa do mercado de leve alta e que dá tração à tese de que a desaceleração da atividade abrirá espaço para os cortes de juros do Banco Central no ano que vem.

Segundo Matheus Pizzani, economista do PicPay, o resultado do IBC-Br contraria a tendência positiva de dados setoriais antecedentes e, assim, “deve intensificar as discussões sobre os próximos passos da política monetária, uma vez que vai de encontro justamente com um dos pilares do último comunicado do Copom, que trata do ritmo de crescimento ainda considerado positivo pela instituição”.

Fonte: Valor Econômico

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