Multiplike reforça investimento em segurança digital diante da escalada de riscos no setor financeiro

Com aumento do custo de incidentes cibernéticos e maior pressão regulatória, companhia direciona recursos para infraestrutura própria, compliance e eficiência operacional A pressão sobre a segurança digital no setor financeiro brasileiro cresce em ritmo acelerado. Os investimentos em cibersegurança no país devem alcançar R$ 104,6 bilhões até 2028. Apenas em 2025, o volume adicional foi…

Com aumento do custo de incidentes cibernéticos e maior pressão regulatória, companhia direciona recursos para infraestrutura própria, compliance e eficiência operacional

A pressão sobre a segurança digital no setor financeiro brasileiro cresce em ritmo acelerado. Os investimentos em cibersegurança no país devem alcançar R$ 104,6 bilhões até 2028. Apenas em 2025, o volume adicional foi de R$ 21,6 bilhões, impulsionado pelo aumento do custo médio de incidentes. Estudos recentes indicam que cada vazamento de dados custa, em média, US$ 4,88 milhões globalmente, enquanto no Brasil esse valor já supera US$ 1,4 milhão. Além do impacto operacional, ataques cibernéticos geram reflexos diretos no mercado de capitais: empresas atingidas por incidentes públicos podem perder até 7,5% de valor de mercado nos dias subsequentes.

Esse cenário tem levado instituições financeiras e originadores de crédito a reforçar estruturas internas de proteção, reduzir a exposição a plataformas externas e avançar para arquiteturas proprietárias como parte de estratégias de eficiência e resiliência. Em 2025, a Multiplike destinou R$ 16,1 milhões para tecnologia, com foco em segurança, redução de fricções e ampliação da experiência do cliente, ao mesmo tempo em que estrutura sua entrada como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI).

O movimento ocorre em um momento em que empresas do setor passam a adotar sistemas fechados e processos mais rígidos de análise de risco, exigidos tanto pela supervisão regulatória quanto pelo aumento do volume de operações. Para Volnei Eyng, CEO da Multiplike, a modernização tem impacto direto na eficiência e na percepção de valor pelo cliente. “Direcionamos nossos investimentos para aumentar a eficiência dos processos e dar mais agilidade ao dia a dia. Isso nos permite dedicar ainda mais atenção à experiência do cliente e reduzir qualquer tipo de fricção nas operações”, afirma.

A evolução da arquitetura tecnológica acompanha a necessidade de integrar sistemas capazes de sustentar análises mais precisas e automatizadas, mantendo controle sobre todo o ciclo de dados. A companhia adota padrões internacionais de segurança, como CIS e ISO 27001, voltados à governança, rastreabilidade e conformidade. A estrutura inclui atualizações contínuas de infraestrutura, indicadores internos de eficácia e treinamentos recorrentes para as equipes, prática cada vez mais comum em empresas de crédito estruturado, onde incidentes podem comprometer fluxos de pagamento, análises de risco e a integridade de fundos.

Segundo Eyng, a estratégia vai além da tecnologia. “Segurança envolve sistemas robustos, mas também pessoas. Investimos em treinamentos contínuos e monitoramos tudo com rigor, porque a resiliência operacional depende da combinação de tecnologia, procedimentos e preparo humano”, diz. A expansão para a SCFI em 2026 adiciona uma nova camada de exigência, com a necessidade de sistemas proprietários, número bancário próprio e maior sigilo no tratamento de dados sensíveis.

A Multiplike também reduziu a dependência de terceiros ao operar com infraestrutura própria, reforçando a confidencialidade dos fluxos internos. Do total investido em tecnologia em 2025, 18,6% — o equivalente a R$ 3 milhões — foi direcionado exclusivamente à segurança de dados e ao compliance regulatório. A empresa passou ainda a utilizar internamente modelos de inteligência artificial por meio da ferramenta Copilot, permitindo que cada área desenvolva agentes específicos para agilizar tarefas, analisar dados com maior precisão e reduzir riscos de exposição externa.

Para 2026, a companhia projeta investimentos de cerca de R$ 20,9 milhões em tecnologia, preparando a base para novos produtos e integrações que serão viabilizados pela nova instituição financeira. O objetivo é reforçar a ligação entre eficiência operacional, sigilo informacional e experiência do cliente em um ambiente de juros elevados e exigência regulatória crescente.

Fonte: AD News

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