Grupo Fictor está na mira da CVM por modelo de captação de dinheiro

Entidade questiona captação fora do modelo regulado com promessas de rendimentos elevados O Grupo Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo neste domingo (1º), está na mira da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) devido um de seus modelos de captação de dinheiro e promessas de alta rentabilidade a investidores, segundo apuração da CNN.…

Entidade questiona captação fora do modelo regulado com promessas de rendimentos elevados

Fachada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 

Grupo Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo neste domingo (1º), está na mira da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) devido um de seus modelos de captação de dinheiro e promessas de alta rentabilidade a investidores, segundo apuração da CNN.

Acontece que a empresa tem atrasado o pagamento de SCP (Sociedade em Conta de Participação). Neste modelo, a Fictor (sócio ostensivo) toca um negócio e o investidor (sócio participante) aporta recursos e recebe parte dos resultados.

A partir deste cenário, a Abai (Associação Brasileira de Assessores de Investimento) fez uma consulta à CVM sobre a atuação.

A entidade questionou se CVM tem ciência sobre o modelo de captação, que está fora do mercado regulado, e sobre as promessas de rentabilidade elevadas de parte dos produtos. Algumas das aplicações projetavam ganho anual de até 18%.

A Abai aponta preocupações sobre a possível falta de transparência deste tipo de modelo, que fica fora da alçada da CVM.

Em nota sobre o caso, a Abai se limita a recomendar que investidores “fiquem atentos a promessas de ganhos altos, rápidos ou sem risco”. “Antes de investir, é essencial verificar se a empresa, o profissional e o produto estão devidamente autorizados e/ou registrados nos sites dos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, e o Banco Central”, completa.

A CVM disse em nota que o assunto está sendo analisado no âmbito de um processo atualmente em análise na Superintendência de Registros de Valores Mobiliários, mas que “não comenta casos específicos”.

A Fictor foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

O Grupo Fictor ganhou holofotes no ano passado ao fazer proposta para comprar o Banco Master. A instituição, inclusive, alega que a “crise reputacional” gerada pela tentativa contribuiu para a deterioração da situação financeira da instituição.

Até a véspera da liquidação do Banco Master, a Fictor havia recebido aproximadamente R$ 3 bilhões em aportes por meio de seus sócios participantes. A partir desta data até o último dia 30, os pedidos de retirada de dinheiro alcançou cerca de 71% deste montante, segundo a instituição.

Fonte: CNN

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