A IOX anunciou a chegada de Marcelo Camargo como novo diretor de crédito, em um movimento que reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade técnica em um momento de transformação do mercado brasileiro de crédito estruturado. Com trajetória construída em grandes instituições financeiras e experiência acumulada em análise e concessão de crédito para empresas, o executivo assume a área em um cenário em que a expansão do setor passa a exigir mais profundidade analítica, disciplina de originação e gestão de risco.
A nomeação ocorre em meio a uma nova fase para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que vêm consolidando seu papel como canal estratégico de financiamento fora do sistema bancário tradicional. O movimento acontece sob uma lógica diferente da observada em ciclos anteriores: com investidores mais seletivos, maior atenção à qualidade do crédito e exigência crescente por transparência e previsibilidade dos fluxos.
“A chegada de Camargo é um reforço importante para uma etapa em que a originação de operações demanda maior rigor técnico e capacidade de navegar estruturas mais sofisticadas. O mercado vem premiando menos a simples expansão e mais a consistência, com captação concentrada em veículos mais robustos, bem monitorados e com mecanismos claros de proteção ao investidor”, afirma o diretor de RI da IOX, Vicente Guimarães.
Marcelo Camargo construiu sua carreira em crédito corporativo. Antes de chegar à IOX, atuava como superintendente de crédito do Banco Fibra, cargo que ocupava desde fevereiro de 2023. Antes disso, foi diretor de crédito do Banco Pine por quase 11 anos, além de ter passado por Banco Bmg, BV, Itaú Unibanco, Santander e Banco Mercantil de São Paulo, sempre em funções ligadas à análise e estruturação de crédito para empresas. A trajetória soma quase três décadas de atuação no setor financeiro.
A movimentação também acompanha a leitura da IOX sobre o novo perfil do investidor de crédito. “O apetite por risco não desapareceu, mas ficou mais sofisticado: hoje, o investidor aceita risco desde que ele seja compreensível, mensurável e mitigável. Isso tem favorecido estruturas com maior subordinação, overcollateral, histórico operacional consistente e governança mais robusta, ao mesmo tempo em que pressiona operações mais frágeis ou com menor transparência”, explica Marcelo Camargo.
Além disso, os FIDCs vêm deixando de ser vistos apenas como um “upgrade de CDI” para ocupar um espaço mais estrutural na alocação em renda fixa e crédito privado. Camargo avalia que há uma migração relevante de recursos antes aplicados em instrumentos tradicionais, como CDBs, fundos DI e debêntures simples, para estruturas de crédito com melhor relação entre risco, retorno e previsibilidade de fluxo.
“O novo momento exige lideranças capazes de combinar análise de crédito, leitura macro, governança e capacidade de execução. A chegada de Marcelo Camargo acontece justamente quando o mercado passa a demandar menos ‘commodity de crédito’ e mais engenharia de risco, especialmente em operações corporativas, híbridas e com garantias mais sofisticadas”, diz Guimarães.
Com o reforço na diretoria de crédito, a IOX busca aprofundar sua atuação em uma fase em que os FIDCs se consolidam como um dos principais pilares do crédito privado no país. A tese da companhia é que o próximo ciclo do setor será definido não pela quantidade de estruturas lançadas, mas pela qualidade da originação, da análise e da gestão ativa de risco.
Fonte: Monitor Mercantil
Tudo Sobre FIDCs
O seu portal de notícias e análises sobre o mercado de FIDCs. Reunimos, diariamente, as principais informações sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, mercado de capitais e crédito.
Acompanhe as movimentações, tendências e estratégias que moldam o universo dos FIDCs.
Tudo Sobre FIDCs: conteúdo inteligente para quem acompanha o mercado de FIDCs
