
A Robbin, fintech especializada em soluções de crédito B2B, anuncia dois marcos simultâneos. Uma rodada seed de US$ 8 milhões co-liderada por Canary, Atlântico e Caravela. Também participaram a AB Seed, Norte Ventures e os fundos estrangeiros Clocktower e Tomorrow Capital. O segundo é e a estruturação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de US$ 100 milhões com a Augme, gestora da XP Investimentos.
O capital reforça a tese da empresa de que Inteligência Artificial (IA) e a agenda regulatória do Banco Central vão acelerar a digitalização do mercado de pagamentos e crédito B2B. Assim, contribuirão para destravar crédito e crescimento para a economia real.
Os US$ 8 milhões vão financiar o crescimento da plataforma de pagamentos e crédito com arquitetura nativa em IA. E, ainda, como numa série de agentes inteligentes que otimizam workflows financeiros da indústria.
“Recentemente lançamos o Robbinson, um assistente de IA para a força de vendas da indústria, aprovando crédito em tempo real no whatsapp”, afirma Leonardo Moura, CEO da Robbin.
Cartão virtual co-branded
O FIDC será exclusivamente para a operação de crédito da plataforma, financiando as compras dos varejistas junto às indústrias parceiras. A empresa projeta alocar o volume integralmente até o final de 2027.
A Robbin opera com um produto co-branded. Grandes indústrias oferecem a seus clientes B2B um cartão virtual sob sua própria marca, permitindo que esses lojistas tenham mais crédito, prazo e condições diferenciadas. E também acesso a um programa de benefícios que pode ser trocado por descontos em novas compras ou pontos Livelo.
O diferencial técnico está na infraestrutura escolhida. Ao contrário das soluções tradicionais, o produto não utiliza as bandeiras Visa ou Mastercard. Os pagamentos correm sobre os trilhos do Pix, tecnologia que oferece liquidação em tempo real. Portanto, mais segurança e menor custo operacional do que os arranjos convencionais de cartão.
Poder de compra
Para as indústrias, o produto se traduz em mais vendas. Ao oferecer crédito, prazo e benefícios sob sua própria marca, a empresa amplia o poder de compra do varejista, aumenta a frequência de recompra e fortalece o vínculo com a própria marca.
“O lojista de ponta passou por uma revolução enorme em pagamentos, com cartões de crédito acoplados a benefícios, diversas opções de parcelamento e experiências fluidas. O elo entre indústria e varejo ficou parado no tempo. A má calibragem de limites de crédito, prazos curtos e rígidos e experiência de pagamentos da década de 1980 têm limitado o crescimento do mercado. É esse gap que estamos atacando”, complementa o CEO da Robbin.
A empresa foi fundada por três sócios com trajetórias consolidadas no mercado financeiro e em tecnologia. Ou seja, combina experiência em grandes instituições com histórico de inovação. Leonardo Moura, CEO, tem quase 15 anos de experiência como sócio da XP e no banco de investimento Itaú BBA, atuando em Londres e Nova York. Henrique Meyer, COO, soma 20 anos de mercado, com passagens por Itaú BBA, Citi e HSBC. Já Tomás Correa, CTO, traz a veia empreendedora: é fundador da OpenCo, startup que recebeu investimento do SoftBank após a fusão com a Geru e a Rebel.
A Robbin já opera com marcas de grande calibre, entre elas Cantu, Chilli Beans, Baterias Moura, Malwee, Brinox e Juntos Somos Mais – marketplace digital da Gerdau, Votorantim e Tigre. A solução está disponível hoje para uma base potencial de mais de 300 mil pequenas e médias empresas vinculadas a esses parceiros. O modelo de negócio tem como alvo indústrias com faturamento anual a partir de R$ 500 milhões.
Fonte: Finsiders Brasil
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