
2026 promete ser um ano rápido e cheio de acontecimentos. Entre Copa do Mundo, eleições e muitos feriados, a rotina das empresas vai sentir o impacto. Se antes já não tínhamos espaço para erros, quem dirá agora com o tempo ainda mais apertado. Quem está na linha de frente sabe que, nesses momentos, qualquer decisão pesa mais do que o normal. Por isso este será um ano que vai exigir estratégia, foco e senso de urgência.
O cenário econômico começa com alguns sinais positivos. A inflação vem desacelerando, o dólar está mais estável e a expectativa é de que a Selic caia. Ao mesmo tempo, o país convive com um déficit fiscal alto e com a perspectiva de um PIB mais fraco. Isso significa que o maior desafio deste ano talvez não seja o custo do dinheiro, mas a queda do faturamento das empresas.
Em períodos assim as pessoas consomem menos. E como se não bastasse a economia mais lenta, Copa e eleições costumam reduzir o ritmo natural dos negócios. Tudo isso junto exige que as empresas trabalhem com mais atenção no planejamento.
Nessas horas é importante olhar menos para as manchetes e mais para os dados. Informação bem usada faz diferença. O Boletim Focus, por exemplo, é uma fonte simples, clara e atualizada que ajuda a entender o que está por vir sem ruído e sem exagero.
Com esse cenário é natural que muitos empresários perguntem o que fazer para atravessar o ano com segurança. A resposta passa por um ponto que parece básico, mas define quem sobrevive e quem cresce. Liquidez.
Empresas sólidas trabalham com caixa reforçado. Antecipam riscos. Organizam as tomadas de crédito com antecedência. Essa postura garante liberdade de ação. Nos momentos difíceis não sobrevive quem paga os menores juros, e sim quem tem dinheiro em caixa para respirar e decidir com calma.
Na prática isso significa alongar passivos, diversificar as fontes de crédito e transformar ativos em liquidez quando fizer sentido. Significa também manter margem operacional e não deixar o curto prazo consumir toda a energia da gestão. As empresas que atravessaram crises como a da Americanas em 2023 ou os meses mais duros da pandemia tinham um ponto em comum. Caixa alto e planejamento.
Quando falamos de crédito a atenção precisa ser ainda maior. Quem espera demais acaba pagando mais caro. Quem se organiza antes escolhe melhor os prazos, consegue negociar passivos com desconto e reforça a estrutura financeira antes que o mercado fique mais restrito. A estratégia é simples, se antecipar.
2026 não será um ano para improviso. Será um ano para gestão consciente. Quem se preparar agora terá espaço para crescer mesmo num ambiente mais lento. Quem deixar para depois terá menos alternativas e menos tempo para reagir, o que sempre acaba em piores decisões.
Pense nisso, empresário. Já planejou o financeiro de 2026?
Autor: Volnei Eyng
Fundador e CEO da Multiplike, uma gestora de recursos com 25 anos de história e mais de 30 bilhões de crédito cedido.
Sócio benemérito da ABRAFESC;
Graduado em Administração e Economia;
MBA na HSM Management em Gestão de Negócios;
MBA em Macroeconomia.
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