BC diz que entrou em novo estágio da Selic, após choque de juros e de olho no fiscal

O Copom também ressalta que a política fiscal segue sendo um fator central de risco para a inflação, tanto no curto prazo quanto de forma estrutural O Banco Central afirmou que, após uma “firme elevação dos juros”, havia interrompido o ciclo de alta na Selic para avaliar impactos acumulados, mas agora entrou em um novo…

O Copom também ressalta que a política fiscal segue sendo um fator central de risco para a inflação, tanto no curto prazo quanto de forma estrutural

Sede do Banco Central, em Brasília – 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Banco Central afirmou que, após uma “firme elevação dos juros”, havia interrompido o ciclo de alta na Selic para avaliar impactos acumulados, mas agora entrou em um novo estágio que prevê a taxa inalterada para buscar a meta de inflação, mostrou nesta terça-feira (23) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Agora, na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”, disse o BC no documento.

Na semana passada, o BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e destacou que o ambiente incerto demanda cautela e que seguirá avaliando se manter os juros nesse patamar por período bastante prolongado será suficiente para levar a inflação à meta.

Fiscal

Na ata, o Copom também ressalta que a política fiscal segue sendo um fator central de risco para a inflação, tanto no curto prazo, via estímulo à demanda agregada, quanto de forma estrutural, ao afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pública.

Segundo o colegiado, a combinação de incertezas sobre o esforço de reformas, aumento do crédito direcionado e dúvidas sobre a estabilização da dívida pode elevar a taxa de juros neutra da economia, reduzindo a eficácia da política monetária e aumentando o custo da desinflação. O Copom reforçou que políticas fiscal e monetária devem ser “harmoniosas” para favorecer a convergência da inflação à meta.

Apesar da recente moderação da atividade e do recuo parcial de expectativas de inflação, o comitê avaliou que as pressões sobre preços, especialmente em serviços, seguem elevadas. Nesse contexto, defendeu a necessidade de manter a política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado.

(com Reuters)

Fonte: InfoMoney

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