Boletim Multiplike – Janeiro 2026

E quando a Selic começar a cair? Com a Selic mantida em 15% e expectativa de início do ciclo de redução em março, o empresário deve considerar que, nos próximos meses, o crédito seguirá em um ambiente ainda apertado, com condições que exigem maior estratégia por parte das empresas. A recomendação prática é buscar o…

E quando a Selic começar a cair?

Com a Selic mantida em 15% e expectativa de início do ciclo de redução em março, o empresário deve considerar que, nos próximos meses, o crédito seguirá em um ambiente ainda apertado, com condições que exigem maior estratégia por parte das empresas.

A recomendação prática é buscar o crédito para fortalecer o planejamento financeiro, alongando o passivo quando possível e evitando soluções emergenciais que podem prejudicar o histórico da empresa.

Mesmo quando a Selic começar a cair, as taxas continuarão em níveis elevados por algum tempo, o que torna essencial negociar com instituições que analisam risco com mais critério.

Por outro lado, esse cenário reforça a relevância de alternativas fora do sistema bancário tradicional, como os FIDCs. Empresas organizadas, com fluxo de caixa previsível e boa gestão, tendem a acessar crédito estruturado com mais flexibilidade, prazos adequados e menos burocracia, aproveitando soluções alinhadas à realidade do seu negócio.

Crédito privado cresce, mais oportunidades aos empresários


Com o patrimônio dos FIDCs crescendo 22,5% em 2025 e alcançando R$ 741 bilhões, além do número de investidores ter mais que dobrado, de 147 mil para 333 mil, o crédito privado entra em 2026 com um volume expressivo de capital disponível. Esse avanço, impulsionado por juros elevados e maior seletividade bancária, abre uma janela especialmente favorável para empresários que precisam de financiamento. Haverá mais recursos, mais investidores e estruturas mais robustas para apoiar crescimento e operações.

Acordo Mercosul-UE terá efeito benéfico no agronegócio e na indústria.


O acordo Mercosul–União Europeia, ainda pendente de vigência, já projeta forte impacto no comércio, especialmente para o agronegócio brasileiro, que pode ampliar em US$ 6,2 bilhões suas exportações anuais até 2040. Setores como o de carnes de aves, bovina e ovos tendem a se beneficiar com aumento de cotas e redução de tarifas. Em contrapartida, o acordo também deve intensificar a entrada de bens e serviços europeus no Mercosul, incentivando maior competitividade e eficiência na indústria local.

Fonte: Redação

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