Indústria de fundos encerra 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bi, com suporte de estruturados

Foi o rol de estruturados que salvou o ano, porque nos portfólios líquidos os resgates foram de R$ 38,4 bilhões, em mais um ano de sangria para os multimercados A indústria de fundos de investimentos encerrou 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bilhões, um decréscimo de quase 40% em relação aos R$ 145,5 bilhões…

Foi o rol de estruturados que salvou o ano, porque nos portfólios líquidos os resgates foram de R$ 38,4 bilhões, em mais um ano de sangria para os multimercados

Indústria de fundos encerra 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bi, com suporte de estruturado
— Foto: Daniel Dan/Pexels

A indústria de fundos de investimentos encerrou 2025 com captação líquida de R$ 88,4 bilhões, um decréscimo de quase 40% em relação aos R$ 145,5 bilhões de 2024. Foi o rol de estruturados que salvou o ano, porque nos portfólios líquidos os resgates foram de R$ 38,4 bilhões, em mais um ano de sangria para os multimercados, com saídas de R$ 58,9 bilhões, e para as carteiras de ações (-R$ 54,5 bilhões), apesar do bom desempenho da bolsa e de ativos considerados de maior risco.

A previdência, que costuma ter nos últimos meses de cada exercício aportes extraordinários, desta vez não escapou e acumulou perdas líquidas de R$ 32,2 bilhões desde janeiro. Já a renda fixa equilibrou um pouco a conta, com ingressos de R$ 84,3 bilhões. Os ETFs também atraíram dinheiro novo, com captação de R$ 22,9 bilhões.

No universo dos estruturados, houve captação líquida de R$ 57,6 bilhões para os fundos de recebíveis (FIDC) e de R$ 60,1 bilhões nos portfólios que compram participações em empresas (FIP). Os fundos de investimentos do agronegócio (Fiagro), que passaram a compor a estatística, também atraíram dinheiro novo, com R$ 9,1 bilhões.

O patrimônio da indústria chegou a R$ 10,7 trilhões até o dia 31, um incremento de 14,6% no ano, pouco acima do CDI médio no período, de 14,3%. Os dados foram extraídos do último relatório diário da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Quando se olha o recorte das diversas categorias de fundos, foi a renda fixa duração livre a campeã de captação no ano, tendo atraído R$ 160,0 bilhões. Já os portfólios de duração baixa, indexados e simples perderam no conjunto R$ 109,8 bilhões, denotando necessidades de liquidez dos investidores, já que são veículos geralmente usados para reservas de curto prazo.

Fonte: Valor econômico

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