Setor movimentou quase 120% mais do que no mesmo período do ano passado, quando atraiu R$ 84,1 bilhões.

Os fundos de investimentos encerraram o primeiro semestre de 2026 com captação líquida de R$ 184,7 bilhões, considerando as estratégias líquidas e as estruturadas. O setor movimentou quase 120% mais do que no mesmo período do ano passado, quando atraiu R$ 84,1 bilhões.
Os dados foram extraídos do boletim diário da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), atualizado em 3 de julho, e do boletim histórico. Ao fim de junho, o patrimônio da indústria somava R$ 11,1 trilhões, ante R$ 10,1 trilhões de um ano atrás.
A renda fixa liderou a preferência do investidor, tendo atraído R$ 108,4 bilhões, com R$ 83,2 bilhões indo para fundos de duração baixa, aqueles que concentram as reservas de liquidez de famílias e empresas. A classe somava R$ 4,7 trilhões e representava 42,3% dos recursos dos brasileiros no setor.
Os fundos de índice (ETFs, negociados em bolsa) tiveram captação líquida de R$ 32,5 bilhões. A classe vem ganhando tração progressivamente e em 12 meses já acumula um saldo de R$ 50,6 bilhões entre aplicações e resgates, para um patrimônio de R$ 116,6 bilhões.
Na ponta negativa das estratégias líquidas, os multimercados perderam R$ 9,9 bilhões desde janeiro, a previdência R$ 8,6 bilhões, e os fundos de ações outros R$ 6,5 bilhões.
No bloco dos estruturados, os fundos de investimentos em participação em empresas (FIP) receberam R$ 32,1 bilhões líquidos desde janeiro, com o patrimônio em R$ 852,7 bilhões, enquanto os que investem em direitos creditórios (FIDC) atraíram R$ 30,6 bilhões, para um total de R$ 770,3 bilhões.
Fonte: Valor Econômico
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