O mercado de capitais movimentou R$ 283,0 bilhões em ofertas encerradas nos cinco primeiros meses do ano, com um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025 puxado principalmente pelo desempenho de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), títulos híbridos e ações. Em quantidade, houve um crescimento de 11,3%, somando 1.156 operações, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Considerando apenas maio, os R$ 47,0 bilhões das 238 operações correspondem a um acréscimo de 7,3% no volume e de 14,4% na quantidade na comparação com o mesmo intervalo no ano anterior.
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“Os dados de emissões locais e externas reforçam a percepção de um mercado de capitais mais completo e com capacidade de atender diversos cenários de apetite a risco através de diferentes estratégias de captação, evidenciando a maturidade do mercado como um todo”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
As emissões de debêntures totalizaram R$ 146,3 bilhões em 2026, apresentando um recuo de 5,9% frente ao mesmo intervalo de 2025, com os recursos sendo destinados principalmente para investimentos em infraestrutura (43,1%), gestão ordinária (19,2%) e pagamento de dívidas (15,2%). O prazo médio dos papeis atingiu 8,0 anos, um pouco abaixo do contabilizado em igual intervalo no ano anterior (8,4 anos).
Os FIDCs aparecem em seguida, com o segundo maior montante de captação de recursos. O volume registrado de R$ 41,7 bilhões representa um aumento de 36,5% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. Em quantidade, as posições se invertem, com 406 operações desses fundos que são considerados uma porta de entrada para muitas empresas no mercado de capitais e 237 de debêntures.
Já as notas comerciais, criadas para facilitar o acesso de companhias de menor porte com emissões menos burocráticas, somaram R$ 17,1 bilhões no período, com expansão de 44,9% em relação ao mesmo intervalo no ano anterior.
No segmento de títulos híbridos, os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) atingiram R$ 31,0 bilhões, com aumento de 136,9%, e os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) somaram R$ 5,8 bilhões, com o crescimento de 226,9% impulsionado pelas ofertas registradas em maio (R$ 1,8 bilhão).
As emissões de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) tiveram redução nesse comparativo, totalizando, respectivamente, R$ 15,7 bilhões e R$ 5,4 bilhões, com retração de 15,2% e 56,4%.
As CPR-Fs (Cédulas de Produto Rural Financeira), uma alternativa ao certificado de recebível dentro do financiamento do agronegócio, registraram R$ 6,0 bilhões em ofertas, 35,8% a mais do que o montante registrado em 2025 inteiro.
Na renda variável, os follow-ons atingiram R$ 13,8 bilhões, quase quadruplicando o valor registrado no mesmo período no ano passado (R$ 3,5 bilhões). O IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) da Compass não está incluído no montante porque a oferta só foi encerrada em junho.
MERCADO EXTERNO
No mercado internacional, as emissões de renda fixa totalizaram US$ 20,2 bilhões no acumulado de janeiro a maio, patamar 46,2% acima do contabilizado em igual intervalo do ano anterior. A República respondeu por mais da metade do volume (53,6%), seguida por empresas (36,3%) e instituições financeiras (10,2%).
Fonte: Anbima
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